as bombas continuam a explodir, os carros continuam a rodar; e a mesa imaginária é a única coisa que nos mantêm presamente libertos da realidade. blog de jornalismo literário. por uma nova forma de ver o mundo.

25.8.06

a nova geração de paranóicos nervosos

A situação é caótica: você é suspeito antes de qualquer coisa, no primeiro passo que der. Se a democracia perfeita em que há justiça e não interesses econômicos e políticos regendo a ordem social existisse nos dias em que vivemos, eu iria levar dois potinhos de produto pra minhas lentes na bolsa, de Londres para Nova York, não deixaria minha bolsa ser revistada, nem meus produtos apreendidos. E seria acusada de querer explodir aviões; nas emissoras iriam divulgar a primeira brasileira aliada ao Al-Qaeda. Tudo acabaria como um grande mal-entendido, claro, e eu ganharia mil desculpas e facilidades para voar pelos Eua.

O medo de ataques e manipulação da opinião pública chegou a um ponto tal que as pessoas permitem que essa repressão e invasão de privacidade ocorra como coisa rotineira, e sempre justificado pela "segurança nacional", "guerra contra o terror". Isso acontece no mundo todo, faz parte do sistema. Porém nos Eua aparece de um modo mais explícito; vivemos sob a ditadura do medo e a pauta da violência é fixa na mídia. E só parar para pensar se não somos aqui em nossa humilde capital proviciana massacrados a todo tempo com sequestros, assaltos, assassinatos, estampados todos os dias nas páginas de A Gazeta e A Tribuna, jornais que têm até uma editoria de "segurança".

Os filhos vivem aflitos porque as mães estão a beira de um ataque de nervos. Quando nós, que agora somos os filhos, formos os pais, morreremos muito mais de problemas de ataques nervosos e stress que qualquer outra coisa. Bem vindo a nossa nova geração de paranóicos nervosos.

4 Comentários:

Blogger Fabio Malini disse...

Mulheres,

Coloque o comentário como pop-up!

Outra coisa: podia ter mais links dentro destes ótimos artigos...

Sobre os artigos: acabei de finalizar uma pesquisa sobre violência e jornalismo.

Uma coisa me chamou a atenção: o jornalismo sempre dstaca a logica "violência no final de semana", criando no imainário social a idéia de que a violência é mais freqüente no tempo do não-trabalho, no tempo do lazer. Sem querer querendo acaba instituindo uma perspectiva ideológica: no momento do trabalho não se é mais vítima do que no momento de lazer. O que é absoluitamente paranóico, pois a violÊncia (do tipo homicídio e roubo) ocorrer com muita freqüência durante os dias úeis da semana (ou seja, no tempo do trabalho).

09:48

 
Blogger l. l. disse...

ready! :)

20:45

 
Blogger Fabio Malini disse...

Tá parado!

21:22

 
Blogger l. l. disse...

vai andar. pode deixar :)

22:49

 

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